InícioBlog › Lucro Real, Presumido ou Simples Nacional: qual o regime certo para sua empresa?

Lucro Real, Presumido ou Simples Nacional: qual o regime certo para sua empresa?

Uma das decisões mais importantes — e mais subestimadas — na vida de uma empresa é a escolha do regime tributário. Ela define quanto você vai pagar de imposto todo mês, quais obrigações acessórias sua empresa terá, e até o quanto o seu negócio vai crescer com saúde financeira.

O problema é que muita empresa escolhe o regime errado, às vezes por falta de orientação, às vezes por não revisitar a escolha quando o negócio muda. E o custo disso pode ser enorme.

O que é regime tributário?

Regime tributário é o conjunto de regras que define como a sua empresa vai calcular e pagar impostos federais, principalmente o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

Os três regimes disponíveis para a maioria das empresas no Brasil são:

  • Simples Nacional
  • Lucro Presumido
  • Lucro Real

Cada um tem regras, alíquotas e obrigações diferentes. Vamos ao que importa.

Simples Nacional: para quem é?

O Simples Nacional é voltado para microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Ele unifica o pagamento de vários tributos em uma única guia (DAS) e, em muitos casos, oferece alíquotas menores para quem está começando.

Vantagens:

  • Menos burocracia
  • Um único boleto mensal
  • Alíquotas progressivas (quanto menos fatura, menos paga)

Atenção:

  • Nem sempre é o mais barato — dependendo do setor e do faturamento, o Lucro Presumido pode ser mais vantajoso
  • Algumas atividades são vedadas ao Simples Nacional
  • Empresas com muitos funcionários podem pagar mais no Simples do que em outros regimes

Lucro Presumido: o equilíbrio entre simplicidade e economia

O Lucro Presumido é uma opção para empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões. Nele, a Receita Federal presume qual é o lucro da empresa com base em um percentual fixo sobre a receita bruta — independente do lucro real que a empresa teve.

Vantagens:

  • Cálculo simples e previsível
  • Pode ser mais barato que o Simples para empresas com margem alta
  • Bom para empresas de serviços com receita elevada

Quando vale a pena: Se a sua empresa tem uma margem de lucro real acima do percentual presumido pela Receita (que varia de 8% a 32% conforme a atividade), você acaba pagando imposto sobre uma base menor do que a real — o que é uma vantagem legal.

Lucro Real: obrigação para alguns, estratégia para outros

O Lucro Real é obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais e para alguns setores específicos (como bancos e seguradoras). Para os demais, é opcional.

Neste regime, o imposto é calculado sobre o lucro efetivamente apurado — receitas menos despesas dedutíveis.

Vantagens:

  • Se a empresa tem prejuízo, não paga IRPJ nem CSLL
  • Permite dedução de despesas reais (salários, aluguéis, insumos, etc.)
  • Pode ser muito vantajoso para empresas com margens baixas

Desvantagem:

  • Exige contabilidade mais rigorosa e detalhada
  • Obrigações acessórias mais complexas (SPED Contábil, ECD, ECF)

Como saber qual é o melhor para a minha empresa?

Não existe resposta única. A escolha depende de variáveis como:

  • Faturamento anual
  • Margem de lucro
  • Ramo de atividade
  • Número de funcionários
  • Despesas dedutíveis

O que existe é um cálculo comparativo que um bom contador faz para a sua empresa específica — simulando os três cenários e mostrando qual resulta em menos impostos pagos legalmente.

Na Lucrast, fazemos esse diagnóstico tributário gratuitamente para novos clientes. Se você não sabe se está no regime certo, ou se faz tempo que não revisa essa decisão, vale a pena conversar com a gente pelo WhatsApp.

Ficou com alguma dúvida?

Fale agora com um especialista da Lucrast. Sem enrolação, sem robôs.

Falar com Especialista no WhatsApp